A união dos templos, etnicidades e sorrisos com Cau Costa

Myanmar

A Birmânia (ou Myanmar, oficialmente) é um daqueles destinos que tem colado a si uma etiqueta onde se lê “VISITE JÁ!”, assim mesmo, com maiúsculas e exclamação. Sendo um dos países que mais recentemente entrou na lista de destinos turísticos a nível global (fruto de um certo isolamento associado a uma situação política delicada), trata-se de um local único e em acelerada mudança.

Embora tenha uma vasta herança histórica (de poderosos reinos e invasores), uma notável dimensão espiritual e religiosa (sobretudo ligada às crenças populares e ao budismo theravada), um património natural relativamente intocado (o desenvolvimento moderno não chegou ainda a boa parte do país) e uma cultura bastante rica (com dezenas de grupos étnicos minoritários e uma fusão de gastronomias e costumes), permanece um lugar relativamente desconhecido aos olhos do mundo, nomeadamente por comparação com o vizinho colosso turístico que é a Tailândia.

E, apesar de todos estes atrativos, quando se pergunta a alguém que lá tenha estado qual é a maior riqueza deste país, a resposta é invariavelmente “as suas pessoas”. Pode soar a cliché, mas se há lugares no mundo onde os sorrisos são genuínos, os olhares sinceros e a curiosidade face aos visitantes verdadeira, um deles é seguramente aqui.

Destaques

  • Deslumbra-te com a beleza a perder de vista dos templos de Bagan e os seus balões de ar quente;
  • Conhece de perto as aldeias e gentes de etnias minoritárias, durante uma caminhada de 3 dias;
  • Observa a vida em torno de um dos maiores lagos do país, os seus artesãos e uma floresta de stupas;
  • Descobre o maior livro do mundo, uma rocha dourada, um “templo vulcânico” e outras curiosidades;
  • Adota a moda local, usando um longyi, pintando a cara com thanaka e vestindo sempre um sorriso;
  • Recorda cada nascer e pôr do sol num templo, numa ponte de madeira ou com um copo de vinho na mão;

Itinerário

Dia 1 - Chegada a Mandalayver

Mingalaba, a antiga capital do reino da Birmânia saúda-te!

Este primeiro dia serve para recuperares do “choque” de aterrar num país tão diferente, depois de uma longa viagem de avião! Felizmente tens o Cau à tua espera no aeroporto e um pôr-do-sol memorável na colina de Mandalay.

Alojamento: guesthouse

Refeições: -

Dia 2 - Mandalayver

Depois de um típico pequeno-almoço Birmanês partimos à descoberta da cidade, passando pela impressionante cidadela do Palácio Real, alguns mosteiros e templos budistas. Aqui vais conhecer o maior livro do mundo e o segundo mais importante lugar de peregrinação do país, onde uma estátua do buda é diariamente lavada e coberta com folhas de ouro.

Durante a tarde faremos o circuito das 3 cidades vizinhas de Mandalay, onde a história de tempos passados se mistura com o quotidiano e a espiritualidade do tempo presente. Os destaques vão para as vistas inspiradoras da colina de Sagaing, os templos abandonados da antiga capital imperial do reino Inn Wa e, finalmente, o inesquecível pôr-do-sol na famosa ponte de madeira de Amarapura.

Alojamento: guesthouse

Refeições: pequeno-almoço

Dia 3 - Mandalay e Pyin Oo Lwinver

A manhã de hoje é livre em Mandalay, com rendez vous à hora de almoço para seguirmos viagem até Pyin Oo Lwin, a antiga estância de montanha preferida do raj britânico. Graças à sua temperatura amena, calma pitoresca e herança imperial, esta localidade rapidamente se tornou um refúgio do rebuliço de Mandalay.

Aqui vamos conhecer jardins e casas coloniais inspiradas no estilo de vida inglês e terminar o dia em grande, em contacto com a natureza, junto de uma belíssima queda de água.

Chega a hora de jantar, e é o momento para partilhar – além de boa comida e bebida – histórias de viagens e de vida, ou simplesmente recarregar energias para uma longa e marcante viagem no dia seguinte!

Alojamento: hotel

Refeições: pequeno-almoço, almoço simples (brownbag) e jantar

Dia 4 - Viagem de comboio e Hsipawver

O nosso dia começa tranquilamente, com um pequeno-almoço reforçado e, quem sabe, um pequeno passeio matinal. Mas atenção! nada de grandes descuidos porque há um comboio para apanhar!

As 7 horas de viagem que nos esperam podem parecer intermináveis à partida, mas na verdade a viagem começa logo na estação. É interessante observar a agitação dos passageiros e mercadorias que chegam e partem, o comércio que se faz pela janela e as famílias e crianças com quem trocamos sorrisos (e fotografias, pois claro!) dentro e fora das carruagens.

Já a bordo de um comboio que ora nos embala, ora nos sacode, atravessamos aldeias, plantações e rios que nos deixam presenciar de perto um lado rústico e menos urbanizado do que encontramos até agora.

Chegados a Hsipaw, tempo para mais um pôr-do-sol no cimo da colina dos 9 budas e – quem sabe à semelhança do que já aconteceu no comboio – travar conhecimento com outros viajantes estrangeiros ou locais.

Alojamento: guesthouse

Refeições: pequeno-almoço

Dia 5 - Trekking em Hsipawver

O dia de hoje vai exigir um pouco mais do físico do que os anteriores, uma vez que é o primeiro de 3 dias de caminhada pelas montanhas, plantações de chá e aldeias de algumas minorias étnicas birmanesas.

Começamos a epopeia de cerca de 7 horas pela manhã, saindo de Hsipaw em direção a uma aldeia da etnia Palay-Palaung, onde nos espera um simples, mas revigorante almoço. Pelo caminho atravessamos várias plantações espalhadas pelas colinas, tendo um pequeno rio por companhia e o olhar atento de alguns búfalos de água, utilizados no trabalho agrícola.

Durante a tarde continuamos rumo a uma aldeia da minoria Tai (Shan), atravessando diferentes plantações e um bosque até que finalmente chegamos a casa da família que nos vai acolher por esta noite. Aqui é possível que nem o inglês (ou o birmanês!) te safe na comunicação verbal, mas facilmente vais perceber que há muitas outras formas de comunicar.

Alojamento: homestay

Refeições: pequeno almoço, almoço e jantar

Dia 6 - Trekking em Hsipawver

Depois de uma noite bem dormida, o acordar cedo parece custar um bocado menos. Terminado o pequeno-almoço, despedimo-nos da nossa família de acolhimento e seguimos viagem – as 5 horas de estrada que temos pela frente já nos parecem mais fáceis.

Durante a manhã passamos por várias pequenas aldeias de minorias étnicas Shan (que conta com mais de 30 grupos distintos), atravessando colinas e florestas. Paramos para almoçar e descansar numa dessas aldeias, onde talvez encontremos algumas escolas e mosteiros onde as crianças passam o dia a aprender, meditar e brincar.

Depois de mais uma boa caminhada chegamos a casa da segunda família de acolhimento, onde as condições são modestas, mas a hospitalidade é genuína. Por esta altura já estamos todos rendidos à simpatia destas gentes e por isso um convite para uma partida de futebol de rua, ajudar a preparar o chá ou jantar e até conhecer o álbum de fotos da família não serão de estranhar!

Alojamento: homestay

Refeições: pequeno-almoço, almoço e jantar

Dia 7 - Regresso a Hsipaw e viagem para o lago Inlever

Quando despertamos para o último dia desta “viagem dentro da viagem” já sentimos saudades por antecipação, mas ainda nos restam mais algumas horas de caminho para desfrutar.

Felizmente hoje a nossa vida está um pouco facilitada porque o caminho faz-se sobretudo a descer. A fronteira com a China não se encontra muito longe daqui e essa proximidade nota-se nas pessoas e seus costumes locais.

Depois de atravessar mais algumas povoações de etnias minoritárias e uma zona de floresta, chegamos ao nosso último destino, uma aldeia do grupo Tai. O almoço serve para recuperar energias e as melancias típicas da região são uma ótima – e hidratante – recompensa para o término desta mini-aventura.

O resto do dia/noite passamos em viagem num autocarro noturno (sleeper bus) rumo a outro dos pontos altos desta viagem: o lago Inle!

Alojamento: autocarro nocturno (sleeper bus)

Refeições: pequeno-almoço e almoço

Dia 8 - Lago Inlever

A manhã deste oitavo dia é livre, para que cada um possa descansar ou descobrir ao seu ritmo a pequena – mas ativa – vila de NyaungShwe, que serve de base para explorar o lago Inle. Uma visita (e pequeno-almoço típico) no principal mercado desta localidade pode tornar-se numa inesperada e agradável surpresa.

Durante a tarde partimos para um tranquilo e cénico passeio de bicicleta em torno do lago, passando junto de algumas aldeias, umas pequenas termas e alguns templos. Porque a volta completa ao lago é coisa para nos demorar um par de dias, atalhamos caminho colocando as bicicletas numa embarcação para atravessar o lago, onde do outro lado poderemos almoçar ou petiscar algo.

Convém mesmo não ter o estômago vazio, porque a nossa próxima paragem é numa das maiores (e, ainda, poucas) propriedades vitivinícolas do país. Além da visita às instalações e prova de vinhos, terminamos em beleza o dia com um fantástico pôr-do-sol com vista para as vinhas e para o majestoso lago.

Alojamento: guesthouse

Refeições: pequeno-almoço

Dia 9 - Lago Inlever

O dia de hoje começa cedo, de maneira a apreciarmos o nascer do sol no lago. Para tal o nosso meio de transporte para a maior parte do dia serão algumas canoas motorizadas, com as quais visitaremos as várias comunidades que habitam o lago.

Aí vamos conhecer os seus famosos pescadores (remando com uma perna e pescando com a outra), oficinas de artesanato local (cerâmica, tecelagem, ferraria, ourivesaria), algumas mulheres do curioso grupo longneck (com o seu pescoço alongado graças a várias argolas), templos e mosteiros (incluindo o mosteiro dos gatos saltitantes).

Depois de almoço vamos um pouco mais longe até à impressionante e mágica floresta de Indein, onde as árvores são na verdade stupas. Terminamos a nossa viagem náutica com mais um esplêndido pôr-do-sol no lago antes de regressarmos à base.

Alojamento: guesthouse

Refeições: pequeno-almoço e almoço

Dia 10 - Baganver

Hoje temos mais um grande dia e a expectativa é grande – vamos conhecer aquele que é “O” cartão postal por excelência da Birmânia, Bagan. Este enorme complexo de templos e estruturas budistas (mais de 2000 atualmente, algumas com mais de 1000 anos) é frequentemente comparado, em termos de grandiosidade, com os templos de Angkor (Camboja) ou as pirâmides de Gizé (Egipto).

Depois de um curto voo matinal, e chegados ao nosso alojamento em Bagan, mudamos de transporte para as populares bicicletas elétricas, parentes mais ecológicas das ubíquas motorizadas. Assim começamos a nossa aventura de exploração dos templos e sítios arqueológicos, quais Indiana Jones dos tempos modernos!

Por esta altura assistir ao pôr-do-sol já se tornou uma espécie de ritual nesta viagem mas, como terás a oportunidade de testemunhar, não há nada que se compare com o apagar do grande astro neste lugar tão místico e mágico.

Alojamento: guesthouse

Refeições: -

Dia 11 - Baganver

O dia de ontem foi apenas um aperitivo e de certeza que ficou ainda muito por visitar. Não há problema, temos o dia de hoje todo por nossa conta para visitar os templos, stupas e mosteiros mais distantes, e também espreitar o rio Irauádi – o mais longo do país.

Como não podia deixar de ser, a vista do nascer-do-sol do cimo de uma destas estruturas é obrigatório. A claridade tímida começa a dar lugar a tons de rosa e alaranjado, começa-se a sentir uma nova energia no ar e em breve alguns pontos incandescentes começam a popular os céus: são os balões de ar quente que compõem assim o quadro perfeito entre templos, natureza e o infindável azul que nos observa lá de cima. Esta é uma das melhores memórias que iremos guardar desta viagem, algo que nenhuma fotografia consegue transmitir. A boa notícia? Ao fim do dia temos a segunda parte do espetáculo, com mais um pôr-do-sol único. Não, simplesmente não nos cansamos de seguir a viagem da nossa estrela-mãe.

Alojamento: guesthouse

Refeições: pequeno-almoço

Dia 12 - Monte Popa e viagem para Rangum (Yangon)ver

Chegou a altura de dizermos adeus a Bagan (não sem presenciarmos mais uma alvorada) e rumarmos em direção ao Monte Popa, um popular local de peregrinação por ser o lar espiritual dos 37 nats ou espíritos protetores da população. Há mesmo quem lhe chame o Monte Olimpo da Birmânia.

A localização do templo é, por si só, um atrativo: situa-se no cimo de uma agulha vulcânica, aonde se pode chegar depois de subir 777 degraus, guardados por dezenas de macacos atrevidos, à espera de uma oferta ou descuido dos visitantes. Pelo caminho, encontram-se vários altares e figuras relativamente exóticas, num estranho sincretismo entre espiritualidade, natureza e crença popular

Depois do almoço regressamos ao ponto de partida, mesmo a tempo de apanharmos o autocarro noturno (sleeper bus) que nos vai levar a Rangum, a ex-capital do país até à sua mudança para Naypyidaw, em 2005.

Alojamento: autocarro noturno (sleeper bus)

Refeições: pequeno-almoço

Dia 13 - Rangum (Yangon)ver

A chegada a Rangum faz-se de manhã cedo e ainda bem; esta é a melhor altura para visitar o principal centro religioso da Birmânia – o Pagode Shwedagon. Este enorme e impressionante complexo religioso vai manter-nos ocupados durante toda a manhã, sendo também um bom lugar para nos restabelecermos da viagem da última noite.

Já depois de um almoço retemperador partimos à descoberta das várias faces desta cidade. Primeiro a sua face de realeza, visitando os jardins e palácio em torno do lago Kandawgyi; depois a sua face de realidade, embarcando numa viagem circular que nos levará aos subúrbios da cidade, contactando bem de perto com o quotidiano de quem tem neste comboio o seu principal meio de transporte.

Terminamos o dia de volta ao centro da cidade onde, quem assim desejar, terá tempo livre para conhecer a sua face noturna, nos restaurantes, beer stations e hotéis mais populares.

Alojamento: guesthouse

Refeições: pequeno-almoço

Dia 14 - Rangum (Yangon)ver

A nossa aventura pela Birmânia está quase no fim e guardamos para este dia algo particularmente interessante e único: a venerada rocha dourada de Kyaiktiyo, o terceiro mais importante local de peregrinação do país.

Esta impressionante rocha (e pagode) encontra-se no topo de uma montanha e, segundo a lenda, a única coisa que a mantém no seu equilíbrio periclitante são dois cabelos do Buda. Embora fique um pouco afastada da ex-capital, é uma daquelas coisas que se deve “ver uma vez na vida”.

De volta a Rangum faremos o nosso jantar de despedida, partilhamos histórias e impressões da viagem e preparamo-nos para o regresso no dia seguinte.

Alojamento: guesthouse

Refeições: pequeno-almoço e jantar

Dia 15 - Regresso a partir de Rangum (Yangon)ver

Conforme os horários dos voos, o Cau irá acompanhar-te ao aeroporto internacional de Rangum e aqui despedimo-nos da nossa aventura birmanesa. No regresso a casa é garantido que terás a tua memória repleta de sorrisos e a dos cartões da máquina fotográfica de imagens maravilhosas!

Bom regresso a casa e boas próximas viagens!

Alojamento: -

Refeições: pequeno-almoço

O que está incluído?

  • Dias: 15
  • Alojamento: 9 noites em guesthouse, 2 noites em homestay, 2 noites em autocarro noturno (sleeper bus) e 1 noite em hotel
  • Transportes: 4 tours em carrinha turística, 2 viagens de comboio, 2 viagens de autocarro (noturnas), 1 voo doméstico, 1 tour de barco, 1 passeio em bicicleta, todos os transferes dentro das datas do programa
  • 22 Refeições: 14 pequenos-almoços, 5 almoços e 4 jantares
  • Atividades: Todas as atividades mencionadas no programa
  • Seguro de viagem nas datas do programa
  • Acompanhamento e orientação durante toda a viagem pelo Cau Costa
  • Grupos: 5 (no mínimo); 11 (no máximo)

Wanderluster

O que não está incluído?

  • Passagem aérea internacional
  • Visto: 50USD (cerca de 45€)
  • Suplemento single: 150€
  • Alimentação não especificada
  • Atividades extra
  • Visitas não especificadas
  • Despesas de carácter pessoal
  • Gorjetas

Próximas Datas

30 Setembro a 14 Outubro 2017 Fechada