India, a terra dos Marajás com Fábio Inácio

Índia

A Índia é um pais cheio de contrastes, cheiros, sabores, cores. Um país totalmente diferente de todos os outros! Não é um país fácil; ou se ama ou se odeia, aqui não existe o meio termo, foi sempre o que ouvi dizer sobre este país que tem tanto, mas tanto para oferecer!

Acredito que todas as pessoas devam viajar até à Índia pelo menos uma vez na vida, perder-se pelas loucas ruas de Delhi, andar pela batalha do festival Hindu Holi, admirar o Taj Mahal, dormir sob as estrelas no deserto e sentir a energia do rio Ganges pela manhã. Entrar num comboio para viajar sem destino certo, seguir num autorickshaw, conversar com as pessoas locais, assistir a um filme de Bollywood, experimentar comida de rua e não deixar de beber o delicioso e tradicional chai.

Destaques

  • Sente o nascer do dia no Rio Ganges em Varanasi;
  • Perde-te nas ruas caóticas de Old Deli;
  • Admira o Taj Mahal, o maior símbolo de amor e/ou loucura do mundo;
  • Descobre a história Portuguesa em Goa.

Itinerário

Dia 1 - Chegada a Varanasiver

Namaste!!

Bem-vindo à Índia, mais propriamente à cidade de Varanasi.

A grande cidade hindu de Varanasi, também conhecida por Banaras, estende-se ao longo do Rio Ganges onde, diariamente, milhares de peregrinos e residentes praticam rituais de ablução.

Conhecida pelos devotos como Kashi, ou a “Cidade da Luz”, fundada por Shiva, Varanasi é uma cidade com mais de 3000 anos! No entanto, a sua vida religiosa mantém-se desde o século VI AC, estando no centro do universo hindu.

As antigas escrituras hindus, ou Puranas, dizem que o avistamento, o nome e o toque do Rio Ganges purifica de todos os pecados e, um mergulho nestas águas, é uma benção celestial. Por esta razão, a cerimónia Ganga Aarti em homenagem ao Rio Ganges é realizada todos os dias, pouco depois do pôr-do-sol no Dasaswamedh Ghat.

Após estares devidamente instalado e de descansares das horas de voo, ficamos de encontro marcado para as 18 horas. Onde vamos? Precisamente ao Dasaswamedh Ghat!

Alojamento: guesthouse

Refeições: -

Dia 2 - Varanasiver

O dia por aqui começa bem cedo, com os primeiros raios de luz. Nós, aproveitamos para dar um passeio de barco pelo Rio Ganges ou Mother Ganga como os locais carinhosamente lhe chamam. Esta é uma excelente altura para observar o quotidiano destas gentes que, envergando trajes coloridos e jarros nas mãos, se dirigem às escadarias do rio para se banharem, praticarem ioga, fazerem oferendas ou mesmo rezar.

Varanasi possuí mais de 100 ghats, ou escadarias, ao longo do rio, cada um com a sua cor. Pontuados por templos e santuários, os ghats perpetuam o ciclo contínuo das práticas religiosas hindus. É por elas que vamos deambular, dando destaque ao Manikarnika Ghat, local onde se fazem as cremações, um complexo ritual de passagem.

Varanasi está entre o mais santo de todos os tirthas, ou “lugar de passagem”, que permite o acesso dos devotos ao divino e que deuses e deusas desçam à terra. Qualquer pessoa que morra em Varanasi atinge imediatamente o moksha, ou iluminação. As viúvas e os idosos, vêm aqui para viver seus últimos dias, encontrando abrigo em templos, sobrevivendo das esmolas dos fiéis.

Alojamento: guesthouse

Refeições: pequeno-almoço

Dia 3 - Varanasiver

Hoje, após uma relaxante aula de ioga e do pequeno-almoço, a manhã é livre para te deixares envolver pela extraordinária atmosfera desta cidade, que te perdurará para sempre na memória.

A meio da tarde, temos a nossa experiência do que é viajar nos comboios Indianos. O nosso destino é Agra e chegaremos após cerca de 12 horas.

Alojamento: comboio

Refeições: pequeno-almoço

Dia 4 - Agraver

Depois dos séculos XVI e XVII a corte imperial mongol residiu em Agra. A cidade floresceu assim atraindo artesãos da Pérsia, Ásia Central e de outras partes da Índia. Estes participaram na construção de luxuosos fortes, palácios, jardins e mausoléus, sendo o Taj Mahal a maior referência de todas.

Uma das maravilhas do mundo moderno, o Taj Mahal, foi construído pelo imperador mongol Shah Jahan em memória da sua esposa favorita falecida em 1631. Por esta razão, é considerado o símbolo do amor.

Os portões abrem ás 6:30 da manhã e a essa hora lá estamos para sentir a primeira luz do dia dentro dos seus jardins. Esta é a melhor altura para o visitar, tanto pela luz que ainda é suave, como pelo facto de ainda não estar cheio de visitantes.

A menos de 3 km do Taj Mahal temos o Forte de Agra, construído pelo imperador Akbar. É por lá que nos passeamos depois da miragem matinal.

Alojamento: guesthouse

Refeições: -

Dia 5 - Jaipurver

Bem cedo pela manhã, entramos no comboio que nos levará até Jaipur. Esta viagem será na classe sleeper, o lugar perfeito para ver como os indianos vivem a viagem de comboio e interagir com eles.

Jaipur é a maior cidade e a capital do estado do Rajastão, também conhecida como “cidade rosa” devido à cor avermelhada dos seus edifícios.

O dia é passado no centro da cidade. Passamos pelo Hawa Mahal ou “Palácio do Vento” cuja fachada ornamentada rosa é símbolo da cidade. Continuamos a nossa descoberta seguindo para o Museu Palácio da Cidade. Este tem sido a morada dos Reis de Jaipur desde a primeira metade do século XVIII. Entre monumentos perdemo-nos pelos labirintos de fascinantes bazares para fazer umas compras e saborear a gastronomia Indiana.

Alojamento: guesthouse

Refeições: -

Dia 6 - Jaipurver

A manhã é passada em Amber, cidade que fica a 7km de Jaipur, visitando o Forte de igual nome. O Palácio-Fortaleza de Amber foi uma cidadela dos Reis Kachlawaha até ao ano de 1727, quando a sua capital passou para Jaipur, conhecido pelo seu estilo único, misturando a cultura Muçulmana com a Hindu.

A tarde, e antes de embarcar em mais uma viagem de comboio que nos levará até Jaisalmer, é livre para explorares um pouco mais a cidade por ti.

Alojamento: comboio

Refeições: pequeno-almoço

Dia 7 - Jaisalmerver

Chegamos a Jaisalmer a meio da manhã, ficando instalados dentro do forte, com uma vista privilegiada para a cidade.

Jaisalmer, no coração do deserto Thar, foi fundada no século XII por Maharawal Jaisal Singh, um Rei Rajput. Também conhecida por “cidade dourada” graças às suas muralhas douradas, cor de areia erguendo-se no Thar, vê nos seus havelis os mais admiráveis exemplos de arquitetura de pedra do Rajastão. Os seus habitantes conhecidos por turbantes vermelhos e alaranjados volumosos desfilam pelas ruas com fachadas mel pálido, cobertas de treliça e desenhos florais.

Hoje aproveitamos para visitar o forte de Jaisalmer, um autêntico castelo de areia, elevando-se na planície arenosa como uma miragem de tempos passados e deambular pelas ruas da cidade.

Alojamento: guesthouse

Refeições: -

Dia 8 - Jaisalmerver

Hoje o dia é totalmente livre, podes aproveitar para descansar com uma vista incrível sobre a cidade, ir às compras nas pequenas ruas do forte, conviver com locais ficando um bocado à conversa ou usufruir de uma das muitas outras actividades que a cidade tem para oferecer.

Alojamento: guesthouse

Refeições: -

Dia 9 - Jaisalmer, Jodhpurver

A meio da tarde, mais uma viagem de comboio, mais uma cidade no Rajastão. Desta vez, vamos até Jodhpur, onde chegamos já de noite.

Alojamento: guesthouse

Refeições: pequeno-almoço

Dia 10 - Jodhpurver

Jodhpur, a cidade azul do Rajastão, foi fundada em 1459 pelo Rao Jodha, o soberano Rathore do reino Marwar.

Pela manhã visitamos o Palácio de Umaid Bhavan, construído em arenito rosado-creme e mármore pelo marajá Umaid Singh, supostamente para dar trabalho aos seus súbditos esfomeados. A sua construção teve início no ano de 1929, empregou 3000 homens e levou 15 anos até estar concluído.

A seguir ao almoço, em passo descontraído, descobrimos as ruas do bazar Sardar, concentrado em torno da Torre do Relógio que data de 1912. O bazar é uma zona fascinante a explorar, cujas lojas vendem especiarias, bijutaria, tecidos, marionetas, artigos de pêlo de camelo e saborosos cartuchos de doces.

O majestoso Forte Mehrangarh, que domina a paisagem da cidade erguendo-se imponentemente numa elevação rochosa de 125 metros, é a atração que se segue. Mesmo a tempo do pôr-do-sol, do topo do forte, temos uma vista panorâmica da cidade ponteada de azul.

Originalmente a cor azul designava uma residência de casta alta e era resultante da adição de cal à cor indigo, que servia para afastar os insetos e manter as casas frescas. Ao longo do tempo a “moda” pegou e agora grande parte dos edifícios têm esta cor.

À noite apanhamos o comboio que nos levará até à próxima cidade e capital da Índia, Deli.

Alojamento: comboio

Refeições: -

Dia 11 - Deliver

Chegamos a Nova Deli bem cedo. Ainda assim, barulho, poluição, pessoas e mais pessoas, são as primeiras impressões com que ficamos. No entanto, a capital Indiana, a terceira maior cidade da Índia, é uma cidade cheia de história, vida e boa comida, como vamos poder testemunhar.

Instalados no epicentro de Old Delhi, é o mesmo que dizer que estamos no meio da loucura e da desorganização, completamente organizada, dos indianos. Entre pessoas e mais pessoas, carros, motas, rickshaws e autorickshaws chegamos ao Forte Vermelho, construído no século XVII, após a mudança da capital do reino de Agra para Deli. Em seguida, damos de caras com dezenas de autorickshaws, apanhamos “boleia” de um e vamos, pelo meio da multidão, até à Jama Masjid, a maior mesquita do país! Daqui continuamos por ruas e becos sempre no meio de uma das maiores atrações da Índia, as pessoas. É possível observar de tudo, talhos de rua, barbeiros a qualquer canto ou mesmo alguém de cotonetes na mão à procura de clientes, muitas cores, turbantes e barbas.

Depois do nosso primeiro almoço na capital, aproveitamos para passear pelos calmos e cheios de história, parques e jardins, que a cidade tem. O Túmulo de Humaium, que foi nada mais nada menos do que uma das inspirações na construção do famoso Taj Mahal, os Jardins de Lodi um dos jardins com melhor energia na cidade, são pontos de passagem obrigatória. Por lá, podemos ver indianos a praticar desporto, casais de namorados debaixo das árvores e famílias a fazer picnics.

À noite, depois de mais um delicioso jantar, passeamos junto à Porta da Índia, antes de voltarmos aos nossos aposentos para a merecida noite de descanso.

Alojamento: guesthouse

Refeições: pequeno-almoço

Dia 12 - Goaver

De manhã apanhamos um voo até Goa.

Uma vez chegados com o nosso corpo a pedir praia e descanso, é altura de fazer uso do fato de banho e ir passar um final de tarde numa das muitas praias que ocupam a costa do mais pequeno estado indiano.

Alojamento: hostel

Refeições: pequeno-almoço

Dia 13 - Goaver

Acordar cedo e deitar tarde é o lema de hoje que vamos descobrir Portugal em terras indianas.

Goa, o mais pequeno e mais rico estado indiano, está na história desde 2200 A.C. Disputado por vários impérios em muitas batalhas sangrentas, foi definitivamente conquistado aos muçulmanos pelos portugueses em Novembro de 1510, ao comando de Afonso de Albuquerque. Após 450 anos de colonização lusa, a 18 de Novembro de 1961, as tropas indianas invadiram e tomaram Goa.

Mais de 50 anos se passaram mas, no entanto, ainda é possível constatar uma grande presença portuguesa, ainda que com os dias contados, segundo os locais. Um dado curioso é que, nos dias de hoje, alguém que nasça em Goa tem direito a pedir o passaporte português.

Começamos o dia bem cedo a explorar o Bairro das Fontainhas na cidade de Panjim, onde estamos hospedados. É conhecido por ser um dos bairros mais típicos, onde as construções, os nomes e mesmo alguma gastronomia faz lembrar Portugal. Depois caminhamos até à Igreja da Imaculada Conceição que fica no centro da cidade, construída em 1541 é um dos ex-libris da cidade. Mais à tarde, o senhor Francisco, um goês de alma portuguesa, dá-nos boleia e leva-nos a ver as principais marcas lusas. A primeira paragem é uma das construções mais importantes: a Basílica do Bom Jesus. Considerada uma das sete maravilhas portuguesas do mundo, a sua construção foi concluída em 1605. No seu interior, jaz o corpo de São Francisco Xavier, também conhecido como apóstolo do Oriente, local de peregrinação. Do outro lado da estrada temos a Sé de Santa Catarina, construída para comemorar a vitória dos portugueses frente ao exército muçulmano. Depois de algumas paragens conhecendo aldeias e vilas com marcas portuguesas e convivendo com locais, é hora de almoçar com vista para o mar.

A tarde é passada entre a Igreja de S. Caetano, a capela de Santa Catarina, a Igreja de São Francisco e pelo forte da Aguada.

Alojamento: hostel

Refeições: pequeno-almoço

Dia 14 - Regresso a partir de Goaver

Com a história portuguesa por terras indianas, termina a nossa aventura.

Consoante a hora do teu voo, serás transportado até ao aeroporto.

Boa viagem e Namaste!

Alojamento: -

Refeições: pequeno-almoço

O que está incluído?

  • Dias: 14
  • Alojamento: : 8 noites em guesthouse, 2 noites em hostel, 3 noites em cabine de comboio
  • Transportes: 5 viagens de comboio, 1 voo doméstico, 1 viagem de transporte privado, transferes de aeroporto dentro das datas do programa
  • 3 Refeições: 3 pequenos-almoços
  • Atividades: Todas as atividades mencionadas no programa
  • Seguro de viagem nas datas do programa
  • Acompanhamento e orientação durante toda a viagem pelo Fábio Inácio
  • Grupos: 5 (no mínimo), 11 (no máximo)

Wanderluster

O que não está incluído?

  • Passagem aérea internacional
  • Visto: 53€
  • Suplemento single: 100€
  • Deslocações dentro das cidades (Tuk-Tuk)
  • Alimentação não especificada
  • Atividades extra
  • Visitas não especificadas
  • Despesas de caráter pessoal
  • Gorjetas

Próximas Datas

19 Novembro a 2 Dezembro 2017 Esgotada
25 Março a 7 Abril 2018 1200€ Disponível
25 Novembro a 8 Dezembro 2018 1200€ Disponível

Testemunhos