A Península de Yucatan, no México, tem inegavelmente, impressionantes ruínas Maias, uma das maiores barreiras de coral do mundo e praias intermináveis. Contudo, há um secreto submundo de piscinas azul-turquesa, que deslumbram aqueles que procuram refrescar-se do sol abrasador.
Cenotes (em Maia Yucatec, ts’onot, significa ‘poço sagrado’) são piscinas naturais, formadas pelo colapso de camadas de calcário poroso, expondo um mundo subterrâneo secreto de piscinas. Consistindo em água fresca da chuva, que foi sendo lentamente filtrada pelo solo e portanto, contendo pouquíssima matéria suspensa, as suas águas são frequentemente tão claras e puras, de um maravilhoso turquesa, que é possível ver o fundo através delas.

Cenote dos Ojos (créditos: Freedom Caribe)
Os antigos Maias acreditavam que o deus da chuva Chaak habitava os cenotes da região. Vendo-os como uma entrada para o submundo Maia, edificaram aldeias em torno destes poços espirituais. Crendo que eram um portal para falar com os deuses e ancestrais, rituais e sacrifícios, alguns humanos, eram feitos e oferendas eram atiradas para estas águas – vários crânios humanos foram encontrados no Cenote Sagrado em Chichen Itza. Ao mesmo tempo, eram uma fonte de água nos tempos secos, sendo que, hoje em dia, alguns agricultores Maias continuam a pedir a Chaak pela dádiva da chuva.

Grande Cenote (créditos: oconhecimentolivre.wordpress.com)
Tendo milhares de cenotes estimados na Península de Yucatan, só cerca de metade foram explorados até aos dias de hoje. Entre os mais famosos, destacam-se o Cenote dos Ojos, o Cenote Azul, o Grande Cenote, o Cenote Samula, o Cenote Ik Kil ou o Cenote Yokdzonot. Ao longo de 39 524 Km2 de Península, são várias as opções para nadar ou mergulhar nestas águas prístinas, que realmente impressionam pela sua beleza.

Cenote Samula (créditos: amazingplaces.com)
Esta, é definitivamente uma experiência que recomendo. Jamais esquecerás todo o cenário que te rodeia, fazendo-te sentir como se entrasses num submundo com o mistério de não saberes exatamente onde é que estas águas terminam e o que se encontra debaixo de ti, no caso de nadares num cenote realmente profundo. No entanto, para os que são claustrofóbicos ou têm medo do escuro, o ideal é evitar os cenotes localizados em grutas e escolher os que são ao ar livre.
Ver também: Península de Yucatan: Mais do que sol, areia e mar
Foto de capa: Cenote Ik Kil (créditos: dicasfemininas)
